Especialista em Governança Corporativa defende ‘menos tecnologia e mais amor’ nos negócios

15 fevereiro 2017 / De Ricardo Seperuelo

Especialista em Governança Corporativa defende ‘menos tecnologia e mais amor’ nos negócios

Consultor e professor de pós-graduação afirma que é preciso repensar os padrões de liderança nas organizações e no mundo

A intrigante declaração é do consultor com experiência internacional Ricardo Seperuelo, que também é mestre em Sistemas de Gestão com especialização em Governança Corporativa pela UFF (Universidade Federal Fluminense), professor de Pós-Graduação e autor do livro “A Arte de Engajar Pessoas”.

Para ele, o domínio das ferramentas tecnológicas já não é o desafio para os líderes das corporações. “A barreira a ser superada é mais difícil: despertar o verdadeiro sentido do trabalho por amor, pelo propósito”, analisa Seperuelo.

A questão discutida pelo consultor e professor ultrapassa a definição do amor como sentimento. O parâmetro observado é o comportamento que deve ser tema de debate sobre as relações entre líder e equipe. “Não é mais suficiente ter o domínio das tecnologias disponíveis. Isso está bem claro no cenário atual. É preciso restabelecer conceitos e valores sólidos que foram sendo diluídos ao longo das mudanças da sociedade. Precisamos resgatar a real liderança com base na confiança”, afirma.

Ainda segundo Seperuelo, é fundamental que se estimule na nova geração de líderes a consciência da transformação interna. “É preciso assumir que já não há mais espaço para o tipo de liderança que visa objetivamente resultados a partir de projetos de Tecnologia de Informação infalíveis”, julga.

De acordo com o professor, é cada vez mais urgente a necessidade de se alinhar o propósito de vida das pessoas às metas de uma organização. “Milhões de pessoas no mundo todo saem todos os dias para trabalhar e não sabem exatamente o que de fato fazem, qual o seu papel na empresa e na sociedade e – por que não? – no mundo”, destaca.

Como antídoto para esse estado de letargia, Seperuelo sugere a integração de intenções e de ações. Ele desperta a atenção de profissionais e organizações para o valor do engajamento de cada um acima da busca desenfreada do “lucro pelo lucro”. É importante repensar o modelo de mapeamento de processos, por exemplo. O professor orienta a, antes de ouvir as equipes com entrevistas e conversas sobre o processo, observar, vivenciar, até mesmo executar algumas etapas do processo, gerando uma base para modelagem e análise. “Só depois, deve-se gerar um protótipo para ser experimentado, pois nenhum modelo é absoluto sem ter sido testado antes”, conceitua.

Na opinião de Seperuelo, essa metodologia identifica os processos. “As equipes executoras dos processos se identificam muito mais com o trabalho, porque percebem um envolvimento da equipe de mapeamento muito maior com a causa deles do que somente a geração de apresentações que não refletem a realidade e que, muitas das vezes, até atrapalham”, finaliza o consultor.

Sobre o autor

Ricardo Seperuelo

Ricardo Seperuelo é consultor, professor e escritor sobre gestão e neste livro A arte de engajar pessoas apresenta uma forma diferente de se gerir organizações, baseado no engajamento de pessoas através de propósitos, unindo a missão das organizações aos dos projetos e das pessoas, com uma abordagem simples e leve, sem medo de errar e sem culpa na carreira profissional. Profissional com experiência com projeto internacional em Angola e no Brasil, com projetos de mapeamento de processos, implementação de escritório de projetos e consultorias voltadas para engajamento de pessoas por propósitos alinhados às estratégias organizacionais. Administrador de empresas e Mestre em Sistemas de Gestão com especialização em Governança Corporativa pela UFF – Universidade Federal Fluminense, possui experiência como coordenador e professor dos cursos de pós-graduação nas áreas de gestão, incluindo gerenciamento de projetos, gestão de processos, gestão empresarial e gestão de pessoas.

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