O que engaja as novas gerações? Mar turbulento ou mar de oportunidades?

29 junho 2017 / De Ricardo Seperuelo

Empreender é não ter medo do mundo de possibilidades que surgem todos os dias

Você gostaria de ganhar menos? Pelo menos por um tempo? Abrir mão da sua estabilidade e se aventurar em águas mais turbulentas que lhe põe frio na barriga e medo? Esse, talvez, seja o maior questionamento dos empreendedores do passado. Jovens talentos da nova geração buscam essas águas para se aventurarem. Gostam do mar revolto, pois sabem que irão encontrar mares mais calmos mais à frente.

Empreender é não ter medo do mundo de possibilidades que surgem todos os dias. A geração anterior viveu uma fase muito difícil no Brasil, onde não havia emprego e nem perspectiva de melhora. Tínhamos nossa autoestima lá embaixo, onde o grande propósito de vida das pessoas estava condicionado a conseguir um emprego. Portanto, era comum pessoas conseguirem empregos e se agarrarem a ele com profunda veneração e dedicação, fazendo carreira e permanecendo por lá por várias décadas até se aposentar.

Esse cenário ocorria em um mundo sem internet. Apesar de estarmos completamente conectados com a internet, muitos de nós não enxergam a rede como uma nova forma de empreender e fazer negócios, mas sim como apenas mais uma ferramenta de comunicação.

A internet tornou o ambiente corporativo e dos negócios muito mais dinâmico, onde não é necessário ter uma estrutura fixa pesada como os empreendedores do passado eram obrigados a construir, focando mais no patrimônio do que no negócio.

Essa é a chave que as novas gerações já trazem com elas, pois não pensam em estrutura física, mas sim em solução, proposta de mundo melhor e consequentemente prosperidade, muita prosperidade, sem estar presas a regras, apenas às suas próprias regras.

A felicidade no trabalho está relacionada diretamente com a liberdade que as novas gerações estão escolhendo para se conectarem a propósitos aliados com seus dons e talentos.

De acordo com pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), publicada em dezembro de 2016, que estudou a geração Y e o seu comportamento empreendedor, dois em cada três jovens brasileiros pensam em abrir o próprio negócio nos próximos três anos. Essa geração é mais ousada e conectada com seus dons e talentos, pois teve pais que trabalharam mais o alicerce para uma geração mais livre e mais feliz também.

Ricardo Seperuelo – Mestre em Sistemas de Gestão com especialização em Governança Corporativa pela UFF (Universidade Federal Fluminense), autor do livro A Arte de Engajar Pessoas, diretor da Escola de Alto Desempenho da Seperuelo Consultoria e coordenador da Escola de Pós-Graduação do Centro Universitário Uniabeu nas áreas de gestão, gerenciamento de projetos, gestão de processos, gestão empresarial e gestão de pessoas.

Sobre o autor

Ricardo Seperuelo

Ricardo Seperuelo é consultor, professor e escritor sobre gestão e neste livro A arte de engajar pessoas apresenta uma forma diferente de se gerir organizações, baseado no engajamento de pessoas através de propósitos, unindo a missão das organizações aos dos projetos e das pessoas, com uma abordagem simples e leve, sem medo de errar e sem culpa na carreira profissional. Profissional com experiência com projeto internacional em Angola e no Brasil, com projetos de mapeamento de processos, implementação de escritório de projetos e consultorias voltadas para engajamento de pessoas por propósitos alinhados às estratégias organizacionais. Administrador de empresas e Mestre em Sistemas de Gestão com especialização em Governança Corporativa pela UFF – Universidade Federal Fluminense, possui experiência como coordenador e professor dos cursos de pós-graduação nas áreas de gestão, incluindo gerenciamento de projetos, gestão de processos, gestão empresarial e gestão de pessoas.

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