Quem vai tirar o país da crise não são os nossos governantes, são os novos empreendedores

02 maio 2017 / De Ricardo Seperuelo

Quem vai tirar o país da crise não são os nossos governantes, são os novos empreendedores

Desenvolver suas habilidades com base em seus dons e talentos, sem se importar muito se o que está fazendo está coerente com a sua formação acadêmica, pode ser a grande saída para gerar renda e emprego e retomar a economia

Nestes tempos tão difíceis de falta de tudo, ética, caráter, propósito e consequentemente emprego e renda, precisamos enxergar o lado positivo dessa história. Estamos sendo forçados a mudar completamente a forma de guiarmos nossos passos, carreiras e filhos.

Sempre fomos doutrinados a buscar um emprego público, pela tão sonhada estabilidade, onde o país do funcionalismo público sofre com a falta de autossuficiência, assim como as empresas que não têm demanda e produção suficiente para empregar e gerar renda.

Onde está a saída? O mundo está nos apontando através da escassez. E pode estar mais perto do que imaginamos….

Jim Collins, em seu livro “Empresas Feitas para vencer”, apresenta o conceito do porco-espinho, baseado em três grandes pilares: Qual a sua paixão? O que você é melhor no mundo? E qual o seu motor econômico? Entender seus dons e talentos, os diferenciais que isso pode proporcionar no mercado e a visão de negócio envolvida, é a chave para se reinventar em tempos difíceis.

Nesses tempos de escassez, identificamos engenheiros altamente qualificados usando suas formações para empreender em gastronomia e tendo sucesso. Arquitetos buscando desenvolver suas habilidades de decoração e design para ajudar outros empreendedores a trabalhar suas marcas e negócios, administradores criando consultorias voltadas para o empreendedorismo e o marketing digital.

Desenvolver suas habilidades com base em seus dons e talentos, sem se importar muito se o que está fazendo está coerente com a sua formação acadêmica, pode ser a grande saída para gerar renda e emprego e retomar a economia. Isso mesmo, retomar a economia. Quem vai tirar o país dessa crise não são os nossos governantes, são os novos empreendedores, que conseguirem se reinventar se conectando com a sua paixão, gerando novos negócios com os diferenciais e consequentemente renda e emprego.

O que pode impedir isso é o ego de achar que o orgulho da sua formação não é digno de uma função empreendedora.

Ricardo Seperuelo – Mestre em Sistemas de Gestão com especialização em Governança Corporativa pela UFF (Universidade Federal Fluminense), autor do livro A Arte de Engajar Pessoas, diretor da Escola de Alto Desempenho da Seperuelo Consultoria e coordenador da Escola de Pós-Graduação do Centro Universitário Uniabeu nas áreas de gestão, gerenciamento de projetos, gestão de processos, gestão empresarial e gestão de pessoas.

Ricardo Seperuelo
Sobre o autor

Ricardo Seperuelo

Ricardo Seperuelo é consultor, professor e escritor sobre gestão e neste livro A arte de engajar pessoas apresenta uma forma diferente de se gerir organizações, baseado no engajamento de pessoas através de propósitos, unindo a missão das organizações aos dos projetos e das pessoas, com uma abordagem simples e leve, sem medo de errar e sem culpa na carreira profissional. Profissional com experiência com projeto internacional em Angola e no Brasil, com projetos de mapeamento de processos, implementação de escritório de projetos e consultorias voltadas para engajamento de pessoas por propósitos alinhados às estratégias organizacionais. Administrador de empresas e Mestre em Sistemas de Gestão com especialização em Governança Corporativa pela UFF – Universidade Federal Fluminense, possui experiência como coordenador e professor dos cursos de pós-graduação nas áreas de gestão, incluindo gerenciamento de projetos, gestão de processos, gestão empresarial e gestão de pessoas.

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